Resumo: Boris Krasnozhenov, do Alfa Bank, afirma que o investimento do país em infraestrutura corroboraria previsões menos conservadoras, estimando um crescimento de até 4% a 5%.
O Instituto de Planejamento e Pesquisa da Indústria Metalúrgica da China estima que a produção de aço chinesa poderá cair 0,7% este ano em relação a 2019, para cerca de 981 milhões de toneladas. No ano passado, o instituto estimou a produção do país em 988 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior.
O grupo de consultoria Wood Mackenzie está um pouco mais otimista, prevendo um aumento de 1,2% na produção chinesa.
No entanto, Krasnozhenov considera ambas as estimativas excessivamente cautelosas.
A produção de aço da China pode crescer entre 4% e 5% e ultrapassar 1 bilhão de toneladas neste ano, afirmou um analista da indústria metalúrgica baseado em Moscou, fundamentando sua previsão no investimento do país em ativos fixos (IAF).
O investimento estrangeiro direto (IED) do ano passado equivaleria a US$ 8,38 trilhões em valor anualizado, ou cerca de 60% do PIB da China. Este último, avaliado em US$ 13,6 trilhões em 2018, segundo estimativas do Banco Mundial, poderá ultrapassar os US$ 14 trilhões em 2019.
O Banco Asiático de Desenvolvimento estima que o desenvolvimento na região custe US$ 1,7 trilhão anualmente, incluindo os custos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Do total de US$ 26 trilhões investidos ao longo de uma década e meia até 2030, cerca de US$ 14,7 trilhões são destinados à energia, US$ 8,4 trilhões ao transporte e US$ 2,3 trilhões à infraestrutura de telecomunicações, segundo o banco.
A China absorve pelo menos metade desse orçamento.
Krasnozhenov, do Alfa Bank, argumentou que, embora os gastos com infraestrutura continuem tão elevados, esperar que a produção de aço chinesa diminua para 1% seria impreciso.
Data da publicação: 21/01/2020